
Bar Brahma. 22:45 HS. Terça-Feira. Lotação Máxima
Um público saudosista dos velhos tempos da Jovem Guarda espera ansiosamente a entrada no palco de sua musa maior: Wanderléa.
De repente a banda ataca e pelo menos para mim essa musa não chega: quem está ali não tem tempo nem estilo. Feito uma Tina Turner brasileira, uma Cher que bebeu o cálice da juventude eterna, Wanderléa é musa de qualquer estação.
Sua história musical começou com Roberto e Erasmo com quem formou a trinca de ouro da era do rock brasil nos anos 60. Juntos deitaram e rolaram no Hall of Fame brazuca.
Nos anos 70 tudo mudou radicalmente: a época agora era de luta política e indignação e o pop ingênuo dançou. Roberto deu um jeito de se manter na canção romântica, comentando de leve os problemas sociais daquele período. Erasmo foi mais ousado em suas idéias fonográficas mas pouco resultou em vendagens.Até Elis tropeçou em dúvidas para definir seu estilo definitivo de cantar e ser dona de seu repertório. Com Wanderléa também não foi diferente. Tentou inquietudes. Foi de extrema coragem ao lançar discos quase experimentais lançou um balaio de novos compositores. A crítica e o público foram cruéis com ela. Depois foram à igreja pedir perdão pelos equívocos e tentaram recuperar o tempo perdido elevando aos céus seus discos desse período. Era tarde demais. Ela já havia recuado ao porto seguro do passado.
Eu nunca me conformei com isso. E foi assim totalmente inconformado, que eu vi Wanderléa passar por mim em direção ao palco e, para não mais sofrer, recortei na minha mente aquela figura potente e iluminada e a coloquei no palco da minha imaginação, onde ela sempre poderá ser livre e cantar o que quiser, embarcando na estrada da coragem e deixando o hotel dos saudosistas para trás.
Mesmo quando canta seus hits melosos da época das botinhas e mini-saias, Wanderleá sempre dá um jeito de ser roqueira e vanguardista: seu canto fere os ouvidos viciados naquelas jovens tardes de domingo.Ela no fundo sabe ter outro público esperando por ela, talvez anseie ocupar esse espaços novo, a tal quinta geração que ela cita no palco.
A hora talvez seja essa em que entra em estúdio para gravar um novo disco que eu espero lhe (nos) traga novos ares.
Eu apenas queria que a Wanderléa soubesse que ela é maravilhosa. Poderosa. Vitaminada. Adjetivos gays que parecem ter sido criados especialmente para ela. Agora é hora de deixar o passado num velho baú de prata e vir quente que nós estamos fervendo.
2 comentários:
Zé, já me disseram que você andou pintando o sete, andou chupando muito uva, até de caminhão...
gostaria de deixar um comentario sr.dj zé pedro .
primeiramente estive ontem no fasano e nao pude deixar de notar que vc nao sabe mixar nada.
colocar cds já mixados e fazer pose de dj até meu sobrinho de 5 anos faz.
fico decepcionado por saber que existe tanta gente ignorante que gosta de ser enganada por vc.
enquanto isso existe um monte de djs de verdade por ai sem trabalho por causa de charlatões como vc.
é por estas e outras que tenho nojo de morar no brasil terra de gente ignorante.
sem mais peço para vc crie vergonha nesta sua cara e pelo menos aprenda a mixar alguma coisa.
grato por sua atençao.
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