
Paulo Gracindo ao contrario de Procópio Ferreira pôde ser assistido pela minha geração através do milagre brasileiro: a televisão. Seus personagens marcaram época e seu apogeu se deu nos anos 70 quando encarnou principalmente o prefeito Odorico Paraguaçu, o prefeito da fictícia cidade de Sucupira onde com um linguagem particular (“vamos aos finalmente”) mandava e desmandava na cidade.
Paulo, como todos os atores de sua geração, foi um bicho de teatro, a televisão a seguir foi a consequência inevitável e natural. Naquele tempo fazer novela, apesar do preconceito que imperava entre os grandes atores, ainda era sinônimo de contrução de personagens ao contrário de hoje em que todos não passam de rascunhos rápidos devido à inexperiência das carinhas bonitas que hoje são tão necessárias para prender os telespectadores. Tudo isso somado à pressa com que tudo é feito numa linguagem vídeo-clipe onde uma cena não pode demorar mais que 3 minutos.
Seu filho Gracindo Junior é o diretor e condutor oculto das entrevistas que reúnem Fernanda Montenegro, Lima Duarte e outros companheiros seus de cena. O filme é conduzido de forma convencional e com poucas surpresas mas com excelente abertura em que ele Paulo Gracindo aparece compondo alguns de seus personagens em rápidos fotogramas. Saiu de cena em 4 de setembro de 1995 aos 84 anos.
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